A Semana de Ciência e Tecnologia

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT, foi estabelecida pelo Decreto de 9 de Junho de 2004 como uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Com atividades nas diversas regiões do país, o evento é realizado em parceria com secretarias da área nos estados e municípios, além de universidades, escolas e instituições de ensino e pesquisa. O objetivo é dar visibilidade às descobertas e inovações produzidas por instituições nacionais de pesquisa, popularizando esse tipo de conhecimento para os cidadãos, especialmente os mais jovens.

Como em todos os anos, foi estabelecido um tema central para orientar as atividades em todo país. Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável foi o tema escolhido para a 16ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). A principal motivação para a escolha do tema foi a busca pelo desenvolvimento sustentável, representada pela bioeconomia e na sua relação com a Agenda 2030, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na Bahia, serão realizadas ações para divulgação e socialização dos conhecimentos científicos: exposições, apresentações e discussões de experiências técnicas, científicas e populares relacionadas à bioeconomia e desenvolvimento sustentável a partir da agricultura familiar.

O que é Bioeconomia?

A 16a SNCT traz para discussão a Bioeconomia, um termo amplo que considera o aproveitamento de todos os recursos de base biológica. O uso do termo passou a ser utilizado desde o Relatório Brundtland, documento elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, intitulado Nosso Futuro Comum. O relatório, serviu para a avaliação da Assembleia Geral da ONU, o qual lançou um novo olhar sobre o desenvolvimento, definindo-o como o processo que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades.” O Relatório Brundtland aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo, trazendo à tona mais uma vez a necessidade de uma nova relação “ser humano-meio ambiente”. Ao mesmo tempo, esse modelo não sugere a estagnação do crescimento econômico, mas sim essa conciliação com as questões ambientais e sociais.